O juiz de direito Marco Luís Agostini fez um alerta sobre a necessidade de ampliar a reflexão e o enfrentamento à violência contra a mulher. Em entrevista concedida ao jornalista Leandro Vesoloski, o magistrado destacou que o combate ao machismo e à violência precisa envolver toda a sociedade.
“Essa questão do machismo, essa questão da violência contra a mulher, precisa ser enfrentada pela nossa comunidade.”
Agostini ressaltou que a mulher não pode ser vista como propriedade ou objeto de outra pessoa e que relacionamentos não podem ser baseados em controle, dominação ou submissão.
“Mulher não é objeto de alguém, não é propriedade de alguém, não é mandada pelo seu companheiro, pelo seu homem, pelo seu marido.”
Segundo o magistrado, é fundamental reconhecer a mulher como sujeito de plenos direitos e garantir o respeito à igualdade dentro das relações.
“Ela precisa ser reconhecida como um sujeito de plenos direitos, que está em igualdade de direitos e condições com o esposo e com o companheiro.”
O juiz também destacou a importância de que as mulheres conheçam seus direitos e compartilhem essas informações com familiares e amigas, especialmente quando identificarem situações de violência doméstica.
“As que entenderem, repassarem essa informação às mulheres da família, às amigas, identificarem alguém que está submetida à violência doméstica contra a mulher e buscarem os seus direitos.”
Ao falar diretamente sobre a responsabilidade dos homens, Marco Luís Agostini defendeu que a mudança exige mais do que reflexão. Para ele, é necessário reconhecer comportamentos, corrigir atitudes e contribuir para uma transformação cultural.
“Nós homens, além da reflexão, também partirmos para a ação. Eu digo da gente se conhecer, entender, se corrigir e também saber ensinar às próximas gerações.”
Na avaliação do juiz, a educação das crianças e dos jovens é uma das principais ferramentas para combater a reprodução do machismo e da violência.
“Ensinando aos filhos, aos familiares, aos meninos, aos rapazes a respeito desse importante tema do combate à violência contra a mulher.”
Ao concluir, o magistrado reforçou a necessidade de construir uma sociedade baseada no respeito e no reconhecimento da igualdade entre homens e mulheres.
“Entender que são sujeitos de direito, que estão no mesmo patamar do homem e merecem todo o respeito e consideração.”


























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