Após o interrogatório do réu, foram iniciados os debates entre acusação e defesa no julgamento de Claudemir Alves Figueiró.
O promotor Gustavo Alegretti, do Ministério Público, abriu a primeira etapa e apresentou aos jurados elementos periciais e depoimentos para sustentar a acusação.
Segundo o MP, os laudos indicam que Chaiane morreu asfixiada com um fio de luz. Para a acusação, não houve acidente, legítima defesa ou um ato impensado.
Durante a exposição, foram apresentados vídeos que mostram Claudemir chegando ao bar onde foi preso, consumindo bebida e conversando com pessoas. O promotor também citou o relato de um policial de que havia sangue nas mãos do réu no momento da prisão, além de cabelo loiro encontrado nas roupas dele e manchas de sangue identificadas no veículo.
Na sequência, Fabrício Alegretti utilizou laudos técnicos e depoimentos de policiais que atenderam a ocorrência para sustentar a tese de culpabilidade.
Ao falar sobre Chaiane, afirmou que emprestava sua voz a quem teve a voz cerceada pela violência. Também apresentou áudios atribuídos à vítima, nos quais ela relatava episódios envolvendo o consumo de álcool pelo réu e conflitos com o filho.
A acusação mencionou ainda relatos da escola de que um dos filhos do casal não queria que o pai o buscasse e apontou, em sua argumentação, o que classificou como desprezo pelo ambiente familiar e elevado consumo de bebida alcoólica por parte de Claudemir.
A primeira etapa dos debates, conduzida pelo Ministério Público, foi encerrada. Após intervalo determinado será a vez da defesa do réu se manifestar.
Foto Márcio Daudt – DICOM/TJRS

































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