A fase de depoimentos das testemunhas de defesa teve início nesta quinta-feira, durante o júri popular de Claudemir Alves Figueiró. A primeira testemunha foi o ex-sogro do réu em um relacionamento anterior. Em resposta aos questionamentos da defesa, afirmou que considera Claudemir um homem bom e disse que ele nunca proibiu a filha de manter contato com a família. Segundo o depoimento, a filha teria recebido ameaças de Chaiane. O homem também afirmou que Claudemir sempre cuidou bem da filha que teve com a ex-companheira. A criança, atualmente, visita o pai mensalmente no presídio.
A segunda testemunha foi a filha de Claudemir, de 28 anos, que reside em Caxias do Sul. Ela afirmou que Chaiane não permitia que mantivesse contato com o pai e disse ter aconselhado Claudemir a encerrar o relacionamento. Durante o depoimento, o réu se emocionou ao ouvir a filha. Ela descreveu o pai como trabalhador, empático e preocupado em ajudar outras pessoas, afirmando que ele a ensinou a seguir o caminho correto. Também relatou dificuldades enfrentadas pelo pai ao longo da vida e afirmou que as conquistas dele foram resultado do próprio trabalho. Segundo a testemunha, Chaiane teria agredido Claudemir e, apesar dos conflitos, o pai amava a ex-companheira. Ela também mencionou ações sociais realizadas por ele.
A terceira testemunha de defesa foi a irmã do réu. Ela afirmou que Claudemir gostava dos filhos, incluindo a menina que era filha somente de Chaiane, e que nunca teria feito distinção entre as crianças. Relatou ainda ter visto marcas de arranhões nos braços do irmão, que, segundo ela, seriam decorrentes de agressões. A testemunha também afirmou que Claudemir teria sido ameaçado de morte por Chaiane.
Segundo a irmã, o réu é bem quisto no presídio onde está detido e trabalha no local. O júri prossegue com a oitiva das demais testemunhas arroladas pela defesa.

































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