A primeira testemunha ouvida nesta quinta-feira, 20, no júri popular de Claudemir Alves Figueiró foi a mãe de Chaiane Patrícia Proença. Durante o depoimento, em resposta aos questionamentos da acusação, ela relatou episódios de violência que teriam ocorrido durante o relacionamento da filha com o réu, incluindo agressões contra Chaiane, os filhos e invasões no imóvel onde a vítima morava.
Segundo a testemunha, Chaiane chegou a solicitar medidas protetivas contra Claudemir. Após uma mudança para Chapecó, a filha teria contado à mãe sobre novos episódios de agressão. Ela afirmou ainda que Chaiane já acreditava, naquele período, que poderia ser morta pelo acusado.
A mãe também relatou que, na sua percepção, Claudemir manipulava a filha para que ela se afastasse da família. Durante o depoimento, descreveu cenas de destruição na residência onde Chaiane vivia com o réu, mencionando sangue nas paredes, objetos espalhados, fotografias destruídas e roupas da vítima e das crianças rasgadas ou furtadas.
Os filhos de Chaiane também foram mencionados no depoimento. Segundo a mãe, os dois gêmeos tinham dois anos na época dos acontecimentos, enquanto a filha mais velha tinha oito anos. As crianças precisaram de acompanhamento psicológico e, conforme o relato, permanecem em atendimento até hoje em razão do trauma vivido.
Ao responder aos questionamentos da assistência da acusação, representada pelo advogado Marco Dorigon, a mãe relatou a dificuldade enfrentada ao precisar escolher o caixão para o sepultamento da filha. Também falou sobre o momento em que precisou levar as crianças para ver Chaiane no caixão, descrevendo a tristeza vivida pela família.
Já ao responder à defesa de Figueiró, a testemunha afirmou que Claudemir e Chaiane mantiveram um relacionamento por aproximadamente cinco anos. Também relatou que o acusado rasgava e furtava roupas da vítima e das crianças.
A acusação arrolou mais uma testemunha para ser ouvida durante o julgamento. Já a defesa de Claudemir indicou cinco testemunhas. Após a conclusão dos depoimentos, a previsão é de que o réu seja ouvido. Na sequência, serão realizados os debates entre acusação e defesa, etapa em que as partes apresentarão aos jurados seus argumentos sobre o caso.
O julgamento é presidido pelo juiz Marcos Luiz Agostini e ocorre nesta quinta-feira no Foro da Comarca de Erechim.
































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