A segunda testemunha da acusação ouvida nesta quinta-feira no júri popular de Claudemir Alves Figueiró foi a irmã de Chaiane Patrícia Proença. Emocionada e por diversas vezes às lágrimas, ela contou como recebeu a notícia da morte da irmã e falou sobre a dificuldade de deixar o Mato Grosso, onde residia, para retornar e participar da despedida. Relatou ainda a dor de ter precisado ajudar a vestir Chaiane para o último adeus.
Durante o depoimento, a irmã afirmou que Chaiane era uma pessoa muito querida por familiares e amigos e que, segundo ela, o réu não queria que a vítima mantivesse proximidade com outras pessoas. Também relatou que Chaiane seria alvo de ameaças frequentes feitas por Claudemir.
A testemunha negou acusações que, segundo seu relato, foram feitas pelo réu contra a família, envolvendo uma suposta ligação com facções criminosas. Disse ainda que Claudemir teria registrado um boletim de ocorrência afirmando que a padaria da família seria uma fachada para a comercialização de drogas. A irmã de Chaiane negou as acusações.
Ela também reforçou relatos sobre a residência onde Chaiane vivia. Segundo a testemunha, a porta do imóvel era frequentemente arrombada pelo réu, além de haver episódios envolvendo roupas rasgadas e lâmpadas quebradas. Afirmou ainda que Chaiane tinha medo de que Claudemir pudesse fugir levando os filhos.
Ao falar sobre a família, a irmã destacou a dor provocada pela perda de Chaiane e o sofrimento enfrentado pelas crianças. Emocionada, afirmou que deseja poder dizer aos sobrinhos que a Justiça foi feita pela mãe deles.
Respondendo aos questionamentos da assistência da acusação, representada pelo advogado Marco Dorigon, a testemunha afirmou que Chaiane tinha dificuldades para deixar o relacionamento e que manifestava o desejo de se separar quando os filhos estivessem maiores.
Já durante os questionamentos da defesa, afirmou que Claudemir não valorizava Chaiane enquanto os dois estavam juntos e que, após os rompimentos, passava a elogiá-la como uma forma de tentar reatar o relacionamento.
O depoimento da segunda testemunha da acusação foi encerrado pontualmente ao meio-dia. Na sequência, o júri prossegue com a oitiva das demais testemunhas previstas para a sessão.
































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