Durante o interrogatório,o réu pela morte de Chaiane Proença, Claudemir Alves Figueiró optou por responder apenas às perguntas feitas pela defesa e pelos jurados. Ele negou ter agredido as crianças, ter impedido Chaiane de manter contato com outras pessoas ou ter rasgado as roupas dela.
Segundo o réu, Chaiane era usuária de drogas e teria oferecido entorpecentes às crianças, situação que, conforme seu relato, prejudicou o relacionamento.
Claudemir também afirmou que era agredido pela companheira e que, no dia da morte, Chaiane o atacou com um fio de luz, tentando asfixiá-lo, e depois com uma faca. Ele disse que tentou se defender usando uma almofada e o braço, enquanto pedia que ela soltasse a faca. Conforme o depoimento, em determinado momento Chaiane teria virado os olhos e soltado a faca. Foi então que ele percebeu que ela estava morta.
Após a morte, Claudemir afirmou que saiu pelos fundos da residência e chamou um táxi, seguindo até o bairro Copas Verdes. Ele negou ter ido de surpresa à casa de Chaiane ou que o imóvel estivesse sem energia elétrica.
Sobre ter sido localizado em um bar, disse que estava ali para entregar um celular a um amigo, permanecendo entre 10 e 20 minutos no local. Afirmou que estava em choque e não se recorda sequer se chegou a consumir cerveja.
O réu também negou ter proibido antigas companheiras de manter contato com outras pessoas e disse que sofre com a ausência dos filhos.
Ao final do interrogatório, depois da oitiva das testemunhas e do réu, o julgamento entra agora na fase de debates entre acusação e defesa.

































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