No julgamento de Claudemir Alves Figueiró, acusado pela morte da ex-companheira Chaiane Proença, os debates entre acusação e defesa chegaram à etapa final nesta quinta-feira, 20. Após a manifestação do Ministério Público e da assistência da acusação, a defesa utilizou a tréplica para apresentar seus últimos argumentos antes da votação dos quesitos pelos jurados.
Na tréplica, a advogada Kátia Batistello afirmou que o júri deu ao réu a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos. Ela também criticou a forma como Claudemir foi retratado durante o processo e destacou a origem humilde e a trajetória de trabalho do acusado. Segundo a defesa, pessoas que conhecem o réu não teriam nada de negativo a dizer sobre ele.
Kátia reafirmou que a defesa não pede impunidade, mas uma condenação proporcional à responsabilidade de Claudemir. Também pediu que a decisão considere as duas famílias envolvidas no caso e que seja feita justiça tanto para os familiares de Chaiane quanto para os familiares do réu.
Na sequência, a advogada Priscila da Rosa afirmou que é necessário reconhecer as falhas existentes na relação entre o casal e sustentou que Claudemir não estaria em pleno estado racional no momento do crime. Ela também falou sobre o que classificou como uma tendência acusatória contra o réu.
Ao abordar um dos elementos apresentados pelo Ministério Público, Priscila questionou a afirmação de que o sangue encontrado nas mãos de Claudemir seria de Chaiane. Segundo a advogada, não houve coleta do material para comprovação, apenas registro fotográfico. A defesa voltou a questionar as qualificadoras, especialmente o motivo torpe e o feminicídio, afirmando que não haveria provas suficientes de que o crime foi cometido pela condição de mulher da vítima.
A advogada pediu aos jurados o reconhecimento da violenta emoção decorrente de uma injusta provocação e também da confissão. Segundo Priscila, serão nove quesitos que definirão o destino das famílias da vítima e do réu.
Com o encerramento da tréplica, terminam os debates entre acusação e defesa. Agora, os jurados deverão responder aos quesitos apresentados e, a partir das respostas, será definido o veredito do julgamento.

































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