A assistência da acusação abriu a fase de réplica por volta das 19h35 desta quinta-feira, durante o julgamento de Claudemir Alves Figueiró. O advogado Marco Dorigon apresentou seus argumentos aos jurados e fez uma exposição sobre quem era Chaiane. Durante a manifestação, afirmou que “quem ama não mata” e questionou a tese de homicídio privilegiado apresentada pela defesa. Também sustentou que não existe provocação injusta quando alguém invade a residência de outra pessoa.
Na sequência, o promotor Fabrício Gustavo Alegretti retomou a argumentação do Ministério Público e afirmou que, durante o interrogatório, o réu teria apresentado uma versão marcada por mentiras. A acusação apresentou aos jurados prints de conversas entre Chaiane e a irmã, nas quais, segundo o MP, a vítima descrevia Claudemir de forma negativa, além de boletins de ocorrência registrados por ela relatando ameaças de morte atribuídas ao réu.
Alegretti também apontou o que classificou como um padrão de comportamento do acusado. Segundo o promotor, quando Chaiane registrava uma ocorrência, Claudemir posteriormente fazia outro registro contra ela. A acusação voltou a destacar ainda que, após o crime, o réu teria ido a um bar consumir cerveja, mesmo com sangue da mãe dos filhos nas mãos.
Durante a réplica, o Ministério Público alertou os jurados sobre o quesito relacionado à suposta provocação injusta da vítima e afirmou que não existem elementos suficientes para reconhecer a tese de violenta emoção. A acusação também reforçou a existência, segundo sua interpretação, de elementos que caracterizariam violência de gênero e afirmou que Claudemir tratava Chaiane como um objeto.
Ao falar sobre a responsabilidade dos jurados, Alegretti afirmou que eles são “guardiões do futuro” das três crianças que ficaram órfãs de mãe e também de possíveis outras vítimas de feminicídio. Segundo o promotor, o veredito não poderá trazer Chaiane de volta, mas poderá evitar que outras vítimas enfrentem situações semelhantes.
A réplica foi encerrada e, após o intervalo, terá início a tréplica da defesa, última etapa dos debates entre acusação e defesa. Conforme previsto, a defesa terá uma hora para apresentar sua manifestação aos jurados.

































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