“A educação é um direito humano. Um cidadão pleno é aquele que tem seus direitos atendidos”, declarou Mariléia. Na exposição, a professora afirmou que a responsabilidade pela garantia do acesso à educação não deve ser atribuída ao indivíduo. “A culpa não é do sujeito que não teve acesso à educação. A responsabilidade é nossa enquanto sociedade e enquanto poder público de oferecer oportunidades para que as pessoas possam se educar”, afirmou.
A preparação de professores para atuar nessa modalidade também integrou a discussão. A partir de experiências com pesquisa, extensão e estudantes da EJA, Mariléia apontou a necessidade de considerar as histórias, experiências e condições de vida dos alunos. “Precisamos conhecer nossa própria história e reconhecer quem somos para depois podermos compreender o outro”, pontuou.
Outro assunto apresentado foi a curricularização da extensão, com experiências de alfabetização digital desenvolvidas junto a estudantes da EJA. Cultura digital, mundo do trabalho e pensamento computacional foram relacionados a situações do cotidiano.
Ao final, foi exibido um documentário produzido por estudantes, a partir de entrevistas com alunos da EJA. O material reúne relatos sobre pessoas que interromperam os estudos em diferentes momentos da vida e posteriormente retornaram à escola, além de abordar aspectos históricos da Educação de Jovens e Adultos no Brasil.


























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