O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta terça-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ação penal que apura uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Durante duas horas de interrogatório conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro negou envolvimento em articulações golpistas, afirmou que “não havia clima” ou base sólida para um movimento desse tipo, e pediu desculpas ao ministro por ofensas feitas em uma reunião ministerial em julho de 2022.
Entre os principais pontos, Bolsonaro rejeitou a existência de uma liderança nos atos de 8 de janeiro, chamou os envolvidos de “pobres coitados” e disse que não teve acesso à minuta do golpe. Também negou que houvesse plano para prender autoridades, como sugerido em delações, e afirmou que discutiu apenas “hipóteses constitucionais”. Mesmo reconhecendo que o relatório das Forças Armadas não encontrou falhas nas urnas, manteve críticas ao sistema eleitoral. Sobre a não entrega da faixa a Lula, disse que queria evitar “a maior vaia da história do Brasil”.

































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