A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi detida nesta terça-feira (29) na Itália, dois meses depois de ter deixado o território brasileiro. A parlamentar passou a ser considerada foragida internacionalmente após ser incluída na lista vermelha da Interpol, o que autoriza sua captura em 196 países.
A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a condenação de Zambelli a uma pena de dez anos de reclusão pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo Moraes, a viagem da deputada ao exterior foi uma tentativa deliberada de escapar da Justiça brasileira.
“É inequívoca a natureza da alegada viagem à Europa, com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal”, escreveu Moraes ao justificar a prisão preventiva. A decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitar a medida.
Agora, caberá à Câmara dos Deputados deliberar sobre a manutenção ou revogação da prisão. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que seguirá o rito regimental. “Vamos notificar para que ela possa se defender e a palavra final será do plenário”, afirmou em junho.
Zambelli foi condenada em maio pela Primeira Turma do STF, junto com o hacker Walter Delgatti Neto, por inserção fraudulenta de documentos no sistema do CNJ, incluindo um falso mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes.
A parlamentar deixou o Brasil no dia 25 de maio por via terrestre, cruzando a fronteira em Foz do Iguaçu (PR). Depois de passar pela Argentina e pelos Estados Unidos, ela seguiu para a Itália, alegando, inicialmente, que a viagem seria para fins médicos. Em entrevista à CNN Brasil, Zambelli mudou a versão e afirmou que se sentia protegida por sua cidadania italiana.
Além do caso já julgado, ela responde a outra ação penal no STF por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, decorrente de um episódio em que sacou uma arma nas ruas de São Paulo, em 2022. O julgamento dessa ação já conta com maioria pela condenação, mas foi suspenso por pedido de vista do ministro Nunes Marques.
Com informações do jornal O Globo

































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