Grande parte das pessoas que possuem problemas auditivos não sabem que têm esse problema ou não tomam a iniciativa de procurar o auxílio de um profissional especializado.
A surdez é uma experiência difícil. Para lidar com indivíduos que estão passando por isso, é imprescindível que as pessoas mais próximas fiquem atentas aos sinais e busquem ajuda de um médico especialista com o objetivo de indicar o tratamento mais adequado.
“É importante ter em mente que já existem soluções para quase todos os tipos de surdez, como aparelhos auditivos com alta tecnologia. O uso diário do dispositivo de audição, o acompanhamento com profissionais capacitados e o apoio da família são fundamentais para que essas pessoas consigam resgatar a autoestima e a qualidade de vida”, comenta a fonoaudióloga Cassiane Dalla Rosa, da Plena Centro Auditivo, que atende em Getúlio Vargas, na Policlínica Plus, localizada no Centro Clínico do Hospital São Roque; em Erechim, na sede da Plena, próximo ao Hospital Santa Terezinha; e em Gaurama, no centro, junto ao Sindicato Sutraf-Alto Uruguai.
A fonoaudióloga reforça ainda, que a surdez é capaz de provocar graves consequências, principalmente para os idosos, como a perda da qualidade de vida.
Cassiane Dalla Rosa é graduada pela Universidade do Vale do Itajaí/SC (Univale), pós-graduanda em Audiologia Cefac e responsável técnica e sócia proprietária da Plena Centro Auditivo.
Confira os sinais de alerta e, se for o caso, agende uma consulta
1. Dificuldade para se comunicar em lugares ruidosos – Isso ocorre, principalmente, pela dificuldade de escutar em lugares com ruídos, como em shoppings, festas, feiras, entre outros. Os sons de fundo exercem grande influência nas pessoas em todos os níveis de perda auditiva e reduzem a compreensão da fala.
2. Leitura labial durante a conversa – As dificuldades na comunicação são um dos principais sinais da perda auditiva e, normalmente, são iniciadas com o não entendimento da fala. Muitas vezes, a pessoa ouve, mas não consegue compreender as palavras. Nesses casos, é comum pedir para repetir o que disseram por diversas vezes.
3. Escuta de zumbido – O zumbido pode ser caracterizado pela percepção de um som que não se relaciona a nenhum estímulo sonoro externo, como cliques, toques ou chiados. Apresentar zumbido pode ser um sinal de alteração da via auditiva, responsável por conduzir os sons para o cérebro.
4. Tem intolerância a sons intensos – Um aspecto muito comum em pacientes com perda de audição é a hipersensibilidade em relação aos sons altos ou nem tão altos. Por exemplo, quando os idosos se queixam do alto volume da música no rádio que, na verdade, se encontram em níveis normalmente tolerados por pessoas com audição normal.
5. Dificuldade para ouvir aparelhos eletrônicos – Uma mudança de hábito muito comum se refere ao som da televisão e do rádio. O indivíduo passa a ter dificuldade para escutar os aparelhos eletrônicos e começa, gradativamente, a apresentar necessidade de aumentar o volume. Quando as músicas do rádio e programas de TV são acompanhadas por ruídos ao fundo, por trás das falas, dificulta ainda mais o entendimento do que está sendo dito.
6. Isolamento social – A dificuldade em escutar provoca o isolamento social, causando um grande impacto na vida da pessoa, levando inclusive à baixa na autoestima. Para evitar situações constrangedoras, é comum o idoso perder o interesse em compartilhar pensamentos e sentimentos.
7. Depressão – A limitação que a pessoa sente para fazer coisas simples, como ir ao cinema, assistir TV ou se reunir com os familiares, somada à sensação de inutilidade, pode provocar um estado depressivo. Nesse caso, muitas vezes é necessário um tratamento multidisciplinar envolvendo vários profissionais especializados, como otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e psicólogo, a fim de auxiliar o paciente nesse processo.
































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