Durante a conversa, foram abordados diversos aspectos relacionados à situação atual dos povos indígenas, mas principalmente dos mais de oito mil habitantes da Guarita, a Terra Indígena mais populosa do RS. O Kaingang ressaltou que a comunidade enfrenta falta de água de qualidade, pela expansão e ocupação desorganizada dos próprios habitantes e pela derrubada das matas para atender à expansão da monocultura.
“Sem água, o futuro do Guarita é preocupante”, avalia Ribeiro.
Além do engenheiro agrônomo indígena, participou da Roda de Conversa a antropóloga Miriam Fátima Chagas, que apresentou reflexões pertinentes em relação ao fortalecimento dos povos indígenas, com suas terras, crenças e culturas, na busca do equilíbrio econômico e social. Durante a discussão, Miriam citou o livro de Ailton Krenak, “O futuro é ancestral”, ao questionar que “se já respeitamos anteriormente, por que não podemos continuar respeitando nossas raízes, matas, rios e antecessores”.
A Roda de Conversa com Zico Ribeiro e Miriam Fátima Chagas, mediada pela antropóloga e coordenadora de Aters para Povos Indígenas da Emater/RS-Ascar, Mariana de Andrade Soares, abordou diferentes temáticas da cultura indígena, avaliando o relacionamento com a sociedade, além de trazer um breve panorama das condições que estes povos se encontram, bem como sobre suas lutas e perspectivas.
Foto: Ignácio Cordeiro, estagiário da Emater/RS-Ascar
































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