Durante avaliação das ações adotadas pelo município na maior crise humanitária de sua história, o prefeito de Erechim, Paulo Polis, afirmou que houve baixa adesão de parte dos servidores públicos de carreira às atividades emergenciais realizadas fora do horário regular de expediente. A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Leandro Vesoloski na última quinta-feira.
Segundo o prefeito, logo no início da crise a administração municipal realizou um chamamento interno para que servidores se colocassem à disposição para atuar além do expediente, inclusive à noite, aos sábados e domingos, diante da urgência das demandas sociais e do grande número de famílias atingidas.
De acordo com Paulo Polis, a resposta foi majoritariamente positiva entre os ocupantes de cargos comissionados (CCs) e funções gratificadas (FGs), que atenderam ao pedido e permaneceram em campo ao longo das ações emergenciais. Já entre os servidores de carreira, o prefeito avaliou que a adesão foi limitada, com parte do funcionalismo optando por cumprir apenas as atribuições formais e os horários previstos.
Na entrevista, o chefe do Executivo destacou que, embora o cumprimento estrito da função seja um direito funcional, o momento exigia esforço coletivo e comprometimento além da rotina administrativa. Para o prefeito, situações excepcionais demandam postura diferenciada do serviço público, especialmente diante de uma crise que deixou famílias desabrigadas e em situação de vulnerabilidade.
Paulo Polis afirmou ainda que a atuação dos servidores durante o período de crise será considerada como critério na avaliação para futuras nomeações a funções gratificadas e cargos de confiança. Segundo ele, o reconhecimento institucional deve estar alinhado ao comprometimento demonstrado quando a cidade mais precisa do poder público.
O prefeito ressaltou que a crise humanitária mobilizou diversas secretarias e equipes técnicas de forma contínua e que a administração segue avaliando as lições do período, com o objetivo de aprimorar a resposta do município em situações de emergência e reforçar o papel do funcionalismo público no atendimento à população.
































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