Morreu na manhã desta quarta-feira (1º) Antônio Carlos Antunes, de 51 anos, natural de Erechim, que havia sido baleado por um policial civil de folga no último dia 26 de setembro, em um bar tradicional de Curitiba. A informação foi confirmada pela família e divulgada inicialmente pelo portal Banda B.
Antunes estava internado em estado grave no Hospital Evangélico Mackenzie desde a noite do crime. Na terça-feira (30), precisou passar por uma nova cirurgia em razão dos ferimentos provocados pelo disparo no abdômen, mas não resistiu.
A filha da vítima, Julia Antunes Reppold Marinho, usou as redes sociais para homenagear o pai e lamentar a perda. “Não vai ser fácil viver sem você. A saudade já está imensa, e o coração apertado. Mas eu sei que Deus quer os bons ao lado dele, e você foi um dos melhores. Prometo continuar lutando por nós, pela nossa família e pelo seu neto”, escreveu.
Segundo o escritório do advogado Elias Mattar Assad, que representa a família, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba e, após liberação, será trasladado para Erechim, onde ocorrerão o velório e o sepultamento.
Com o falecimento, o inquérito que estava em andamento na Delegacia de Homicídios de Curitiba passa a apurar o caso como homicídio. O policial civil do Paraná, Marcelo Mariano Pereira, autor do disparo, chegou a ser preso em flagrante.
O que motivou o disparo
De acordo com informações do Banda B, em depoimento o policial alegou que agiu em legítima defesa, após uma discussão iniciada dentro do banheiro do bar. Segundo ele, a briga teria começado por causa de um copo deixado na pia. O agente afirmou que foi agredido com socos, se identificou como policial, mas ao se sentir encurralado efetuou um disparo, que atingiu o tórax de Antônio.
A versão do policial é contestada pela família da vítima, que denuncia o uso desproporcional da força.
































Comente este post