A vereadora Éclesan Palhão (MDB) fez um balanço dos primeiros sete meses na Câmara de Vereadores de Erechim em entrevista concedida ao jornalista Leandro Vesoloski. Com trajetória marcada pela atuação como enfermeira e ex-secretária municipal de Saúde, Éclesan afirmou que está vivenciando uma fase de aprendizado e adaptação no Legislativo, mantendo o foco na escuta da comunidade e na proposição de iniciativas com impacto social direto.
“Entrei na política para servir, não para me servir”, afirmou a parlamentar ao comentar a diferença entre o papel executivo e legislativo. Segundo ela, um dos maiores desafios é justamente a mudança de postura: “Como vereadora, não executo políticas públicas, mas proponho, fiscalizo e acompanho. Com o conhecimento técnico que tenho, consigo embasar as propostas com responsabilidade”.
Entre os projetos mencionados por Éclesan estão ações voltadas ao apoio de pacientes com diabetes tipo 1 e a destinação de emendas impositivas com foco na saúde pública. “Acredito na política como ferramenta para melhorar a vida das pessoas. É isso que me move”, disse.
A vereadora também destacou a importância da participação feminina no cenário político. Para ela, a presença de mulheres na Câmara contribui para um debate mais equilibrado e sensível. “Mulheres trazem outra forma de olhar e de dialogar. Não é no grito que se constrói democracia, mas no respeito ao contraditório e na busca de consensos.”
Questionada sobre críticas que recebe por continuar atuando como enfermeira, Éclesan foi direta: “Nunca escondi que tenho profissão e que não vivo da política. Meu trabalho como enfermeira me aproxima da realidade das pessoas e fortalece meu compromisso como vereadora.”
Ao fim da entrevista, ela reforçou que não pensa, no momento, em disputar outros cargos. “Minha prioridade é ser uma boa vereadora. Política, pra mim, é resolver problemas reais, é ouvir, propor e estar presente.”
Com um estilo sereno, técnico e firme, Éclesan Palhão segue construindo sua trajetória política com base em princípios que, segundo ela, são inegociáveis: escuta, responsabilidade e serviço.


































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