O prefeito de Erechim, Paulo Polis, detalhou em entrevista ao jornalista Leandro Vesoloski na manhã desta terça-feira, 24, as ações da administração municipal diante das chuvas intensas e das baixas temperaturas que atingem a região. Segundo o gestor, mais de 200 milímetros de chuva foram registrados em poucos dias, colocando em alerta os sistemas de drenagem e a Defesa Civil do município.
“Hoje temos problemas pontuais, bem diferentes do que enfrentamos em 2021, quando 180 milímetros em dois dias causaram 82 pontos de alagamento”, relembrou Polis.
Desde o início da sua gestão, a prefeitura investiu pesado na modernização do sistema de escoamento da água, com a instalação de 20 quilômetros de novas tubulações subterrâneas, em substituição a redes antigas que atendiam a cidade. Em alguns bairros, tubos de 30 centímetros foram substituídos por estruturas de até dois metros de diâmetro.
Defesa Civil ágil e parcerias estratégicas
Polis ressaltou o trabalho ágil das equipes da Defesa Civil, Força Voluntária e Secretaria de Obras, que atuam preventivamente quando a previsão aponta acumulados superiores a 50 mm de chuva. Além disso, destacou a atuação rápida em casos emergenciais, como o rompimento de calçadas e entupimento de bocas de lobo por lixo doméstico.
“Prevenção é sempre melhor do que resposta tardia”, reforçou o prefeito.
Desassoreamento e obras estruturais
Outro destaque foi o desassoreamento do Rio Tigre, com a retirada de 850 cargas de sedimentos e a abertura de novos canais de escoamento. Em regiões críticas foram instalados três tubos de dois metros para suportar volumes maiores de água.
Loteamentos e o futuro da cidade
Com o crescimento urbano, Polis afirmou que novos loteamentos já precisam prever estruturas como bacias de amortecimento, que armazenam temporariamente a água da chuva antes de liberá-la gradualmente para os rios. A medida visa evitar enchentes e proteger nascentes como as do Rio Suzana, que percorre parte da zona urbana até o município de Gaurama.
Mudanças climáticas em pauta
O prefeito também alertou que eventos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes e exigem planejamento contínuo por parte do poder público. “Isso veio para ficar. Não podemos mais esperar o problema acontecer para agir”, concluiu.

































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