A abertura do Natal Feliz Cidade Estação, realizada na noite de domingo (30), terminou em confusão e deixou oito pessoas feridas após uma falha na queima de fogos de artifício no município de Estação. Os feridos foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros Militar de Getúlio Vargas e encaminhados ao Hospital São Roque, onde receberam atendimento e foram liberados. Veículos estacionados próximos à Praça Municipal Guido Giacomazzi também foram atingidos, com registros de vidros quebrados.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os fogos explodindo sobre o telhado de um prédio de um pavimento em frente à praça, no momento em que bombeiros militares desciam de rapel caracterizados de Papai Noel como parte da apresentação de abertura.
IGP fará perícia no local
Na manhã desta segunda-feira (1º), o delegado Jorge Fracaro Pierezan informou que o Instituto-Geral de Perícias (IGP) realiza uma perícia no local. O laudo será fundamental para apontar o que provocou a falha na queima dos fogos.
Comandante reforça que o Corpo de Bombeiros não foi informado sobre o uso de fogos
Em entrevista ao repórter Bruno Reinehr, da Rádio Uirapuru, o comandante do 7º Batalhão de Bombeiro Militar afirmou que a guarnição foi surpreendida pela queima de fogos, já que o Corpo de Bombeiros não recebeu qualquer comunicação prévia sobre a utilização dos artefatos. Ele também ressaltou que, após o atendimento das vítimas, o evento foi imediatamente interditado e a área isolada.
O comandante ainda destacou que, por se tratar de um evento da prefeitura e envolver fogos de artifício, seria obrigatória a elaboração de um Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI). Ele explicou que eventos desse tipo, quando temporários, exigem a presença de um profissional específico: o blaster, responsável por planejar e executar atividades pirotécnicas, consideradas de risco.
Segundo ele, o blaster atua como responsável técnico do projeto. É ele quem emite a Anotação de Responsabilidade Técnica (RT), define o dimensionamento dos riscos, garante a utilização de materiais certificados e realiza toda a avaliação necessária para que o evento ocorra de forma segura. Todo esse processo deve integrar o PPCI apresentado para a liberação da atividade.
A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda o laudo pericial do IGP.
Fonte: Rd Uirapuru































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