O julgamento do caso envolvendo a morte do médico Gabriel Basso de Moura entrou em uma nova fase nesta quinta-feira com o início do interrogatório do réu, Mateus Henrique Paixão. Durante seu depoimento, ele falou sobre os acontecimentos da noite do crime e seu estado de desorientação após o consumo de drogas e medicamentos.
Mateus relatou que conheceu Gabriel por meio de um aplicativo de relacionamento, esteve na casa da vítima e participou de confraternizações, consumindo bebidas e drogas. Segundo ele, não houve desentendimento entre os dois e a vítima teria sido educada e cordial, tratando-o “como um príncipe”. Afirmou ainda que estava com a percepcao da realidade alterada e que imaginava estar sendo sequestrado.
O réu admitiu ter colocado fogo em um pano sobre o sofá e em uma cortina, mas afirmou que seu objetivo era chamar a atenção dos vizinhos para que chamassem a polícia, e não prejudicar Gabriel. Respondendo ao promotor de Justiça, Mateus disse ter usado um isqueiro para iniciar o fogo e confirmou ter tomado medicamentos oferecidos, incluindo diazepam.
À sua própria defesa, representada pela advogada Priscila da Rosa, Mateus declarou: “Não sou o monstro que querem que eu seja”. Ele afirmou ainda que se sente julgado por uma narrativa “satanista” criada em torno do caso e que, além da vida do médico e da casa da família, sua carreira também foi destruída.
Dirigindo-se à mãe da vítima, o réu disse que “desde aquela noite vivo no inferno” e pediu perdão à família, ressaltando que nunca teve a intenção de matar Gabriel ou destruir sua residência.
O julgamento segue nesta durante a noite com os debates entre acusação e defesa.
































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