Quando os bandidos legislam, o povo paga
Você nunca encontrará justiça em um país onde os bandidos fazem as leis.
As leis são escritas em mesas largas, polidas, com café morno e ar-condicionado,
onde políticos de gravata discutem números e poder como se fossem donos do tempo e da memória do povo.
Ali, entre pastas de couro e sorrisos ensaiados,
cada palavra tem cheiro de interesse, cada cláusula esconde um atalho para a impunidade.
O povo não é visto. O cidadão é lembrado apenas quando interessa,
quando o voto precisa ser comprado com promessas vazias ou distrações coloridas na televisão.
Eles legislam como se fossem artistas do truque,
transformando crimes em normas, privilégios em direitos,
e o certo, o ético, o justo, fica fora do cardápio.
A mesa larga engole a esperança, e cada lei é um reflexo de mãos sujas,
mãos que assinam papéis como quem assina contratos consigo mesmo.
E no silêncio da indignação, resta apenas olhar:
o mundo real, fora do vidro espelhado dos gabinetes,
continua sendo regido pela dor, pelo medo, pela injustiça diária.
Ainda assim, há quem resista.
Há quem escreva nas ruas, nas redes, no coração:
“Não é porque eles escrevem as leis que temos que nos calar.”
E um dia, talvez, a justiça venha não das mesas largas,
mas do grito do povo que cansou de ser sombra.
Jornalista Leandro Vesoloski
MTB17921





























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