Iniciou por volta das 11h30min o depoimento de um dos réus acusados de atropelar e matar o soldado da Brigada Militar Jhonatan Grendene Caverzan Maximovitz, 28 anos, no dia 06 de março, na paralela da BR 153, próximo da Havan em Erechim.
O homem que tem 20 anos de idade dirigia o automóvel que atropelou o policial. Ele alegou que estava sem emprego e sem dinheiro para sustentar o filho por isso aceitou a proposta de dirigir um veículo que levaria o outro acusado para efetuar arremessos de celulares ao presídio de Erechim.
Segundo ele, um dos policiais que tentava a abordagem efetuou dois disparos em sua direção. Um dos tiros teria quebrado o vidro do carro e atingido de raspão a sua cabeça. O réu afirmou que desmaiou e só acordou no hospital, onde ficou sabendo dos fatos ocorridos.
A versão é negada pelos policiais que afirmam que nenhum disparo foi efetuado durante a ocorrência.
O réu disse ainda que não possuía CNH e não soube precisar a velocidade empreendida durante a fuga.
Durante a manhã três testemunhas de defesa foram ouvidas além do depoimento do réu. O outro acusado será ouvido durante a tarde, depois haverá as sustentações orais para que então o conselho de sentença que é formado por três mulheres e quatro homens tomem a decisão final.
Os acusados respondem por homicídio quadruplamente qualificado (utilização de recurso que dificultou defesa da vítima, perigo comum, crime cometido para facilitar a impunidade de outro crime, crime contra agente da segurança pública no exercício da função). Eles estão presos desde a data do fato.
A sessão do júri é presidida pelo juiz Marcos Agostini, titular da primeira vara criminal de Erechim. Pelo Ministério Público atuam os promotores de justiça Fabrício Gustavo Alegretti e Guilherme Martins de Martins. Os réus tem como advogado de defesa Romulo Caron.
A sentença será proferida ainda nesta quinta feira.


























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