A Polícia Civil de Erechim prendeu três homens suspeitos de envolvimento em uma tentativa de homicídio brutal, que deixou a vítima com graves sequelas. O crime aconteceu na madrugada de 24 de maio de 2025 e, segundo a investigação, a vítima — um homem de 45 anos — ficou tetraplégica após ser atropelada e violentamente agredida.
De acordo com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), dois dos presos são policiais militares da ativa, de 30 e 33 anos, que estavam trabalhando irregularmente como seguranças de uma casa noturna da cidade. O terceiro detido é o gerente do estabelecimento, de 22 anos.
A confusão começou quando a vítima saiu da boate sem pagar a conta. Os dois PMs e o gerente passaram a persegui-lo de carro. Durante a fuga, o homem foi atingido pelo veículo, que era conduzido pelo gerente da casa noturna. Mesmo após o atropelamento, os policiais militares continuaram a agredir a vítima, que ficou inconsciente no local.
Uma guarnição da Brigada Militar foi acionada para prestar socorro. A vítima foi levada por uma ambulância ao hospital de referência da cidade. No atendimento médico, os exames revelaram uma fratura com luxação na coluna cervical. Os médicos constataram uma condição inicial de tetraplegia, ou seja, a perda dos movimentos dos quatro membros. O quadro de saúde da vítima segue sendo acompanhado e inspira cuidados.
Investigações e prisões
Após a denúncia feita por familiares da vítima, a Polícia Civil iniciou uma investigação que reuniu provas, imagens de câmeras de segurança e depoimentos. A partir desse material, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva para os três envolvidos.
Os policiais militares foram presos no dia 18 de junho e encaminhados ao Presídio Militar em Porto Alegre. Já o gerente da casa noturna apresentou-se voluntariamente na DRACO no dia 20 de junho, acompanhado de seu advogado, sendo transferido para o Presídio Estadual de Erechim.
Posicionamento da Brigada Militar
A Brigada Militar informou, por meio de nota, que os dois policiais foram imediatamente afastados de suas funções operacionais após a denúncia e que um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar a conduta dos servidores.
A corporação também destacou que colaborou com a Polícia Civil no cumprimento dos mandados e reafirmou o compromisso com a proteção da sociedade e a defesa dos direitos fundamentais.
Os três suspeitos seguem presos e à disposição da Justiça. A investigação segue em andamento.
































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