As intensas chuvas e as baixas temperaturas no Rio Grande do Sul têm causado impactos severos na produção agrícola, principalmente nas culturas de folhosas, brássicas e cebola. A umidade excessiva favorece o surgimento de doenças, apodrecimento das plantas e erosão dos solos, dificultando a semeadura e o manejo nas regiões de Erechim, Passo Fundo, Santa Rosa, Bagé, entre outras. Mesmo com os preços estáveis no mercado, a qualidade dos produtos caiu. A produção de trigo, aveia-branca, canola e cevada também enfrenta atrasos ou dificuldades devido ao solo encharcado, embora algumas culturas, como a canola e a cevada, tenham avançado durante breves períodos de tempo seco.
Na pecuária, o cenário também é preocupante. O excesso de umidade prejudica o crescimento das pastagens, reduz a oferta de alimento e compromete o pastejo dos rebanhos. O frio intenso e as geadas provocaram perdas de peso nos bovinos, quedas na produção de leite e piora na qualidade, especialmente nas regiões de Frederico Westphalen, Passo Fundo e Celeiro. Produtores intensificaram o uso de suplementação alimentar e adotaram medidas para conter mastites e infecções. A Emater/RS-Ascar segue monitorando a situação, mas o setor enfrenta um dos invernos mais desafiadores dos últimos anos.
































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