O Brasil chega neste domingo, 25 de outubro, a um dos momentos mais importantes de sua democracia. Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a participar do segundo turno das Eleições 2026 e escolher quem comandará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. A disputa coloca frente a frente o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca o quarto mandato presidencial, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, diferença inferior a dois pontos percentuais.
A eleição também representa mais um capítulo de uma disputa política que há anos divide o país. O Partido dos Trabalhadores chegou à Presidência em quatro eleições: Lula venceu em 2002 e 2006, e Dilma Rousseff venceu em 2010 e 2014. Já o Partido Liberal, como legenda, ainda não havia elegido um presidente da República até esta eleição. Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 pelo PSL e posteriormente se filiou ao PL, em novembro de 2021.
Agora, o eleitorado decide entre dois projetos políticos bastante distintos e em uma eleição marcada por forte polarização. Independentemente de quem vencer, o próximo presidente terá pela frente uma agenda pesada: controlar as contas públicas e a dívida, estimular o crescimento econômico, enfrentar o custo de vida e o endividamento das famílias, melhorar a segurança pública, ampliar a geração de empregos e administrar uma relação complexa com o Congresso Nacional. A governabilidade será um dos principais desafios, já que o presidente eleito precisará construir maioria política para aprovar suas propostas.
Também estarão no centro das atenções as relações entre Executivo, Congresso e Supremo Tribunal Federal, além da necessidade de reduzir a polarização política e recuperar um ambiente de maior estabilidade institucional. O resultado desta eleição não definirá apenas quem ocupará o Palácio do Planalto, mas também o rumo das principais políticas públicas brasileiras a partir de 2027.
HORÁRIO DAS URNAS
A votação acontece neste domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. No Rio Grande do Sul, o horário é o mesmo. A recomendação é não deixar para a última hora e conferir antecipadamente o local de votação pelo e-Título ou pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
DOCUMENTOS
Para votar, o eleitor precisa apresentar um documento oficial com foto. São aceitos RG, Carteira de Identidade Nacional, CNH, passaporte, carteira de trabalho física, certificado de reservista e carteira profissional reconhecida por lei.
Também é possível votar utilizando o e-Título, mas o aplicativo precisa apresentar a fotografia do eleitor. Caso a foto não esteja disponível, será necessário apresentar outro documento oficial com foto. O título de eleitor em papel não é obrigatório para votar.
QUEM NÃO VOTOU NO PRIMEIRO TURNO PODE VOTAR?
Sim. O primeiro e o segundo turno são considerados eleições independentes para efeito de comparecimento. Portanto, quem não votou em 4 de outubro pode votar normalmente neste domingo, desde que o título esteja regular e não esteja suspenso ou cancelado.
ATENÇÃO NA HORA DO VOTO
Antes de sair de casa, é importante conferir o local de votação. O eleitor também deve levar um documento com foto e lembrar que aparelhos eletrônicos não podem ser utilizados na cabine de votação.
Neste segundo turno, a urna terá uma quantidade menor de opções do que no primeiro turno. A disputa presidencial será entre Lula e Flávio Bolsonaro e, nos estados e no Distrito Federal onde houver segundo turno para governador, o eleitor também escolherá o chefe do Executivo estadual.
MAIS DO QUE UMA DISPUTA ENTRE DOIS NOMES
O resultado deste domingo será acompanhado de perto por todo o país. Para além da escolha entre Lula e Flávio Bolsonaro, a eleição colocará à prova a capacidade da política brasileira de conviver com diferenças profundas e, depois da apuração, construir soluções para problemas que afetam diretamente a população.
A urna terá dois nomes. Mas os desafios serão de todo o Brasil.


























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