A vida é feita de encontros. No começo, somos crianças correndo pelo pátio da escola, reunindo amigos para brincadeiras que parecem durar para sempre. Os aniversários são aguardados com euforia, cheios de risadas, bexigas coloridas e bolo com cobertura doce. Ali, no meio de uma roda de dança improvisada ou em um jogo de pega-pega, nascem laços que acreditamos ser eternos.
O tempo avança e os encontros ganham novos cenários. Aos quinze, as festas são maiores, os vestidos são longos e os sorrisos se iluminam com novas descobertas. As conversas se tornam mais profundas, os sonhos começam a se desenhar com mais nitidez, e as amizades, ainda juvenis, se solidificam. Depois, chegam as formaturas, o grande rito de passagem. Os abraços são mais apertados, há promessas de que nada mudará, mas sabemos que o mundo se abre e nos leva por caminhos diferentes.
Os casamentos vêm logo depois, e os reencontros são cheios de nostalgia. Entre brindes e valsas, lembramos das velhas histórias, rimos das besteiras do passado e celebramos a vida que segue. Os anos passam e logo nos encontramos novamente, agora nas festas dos filhos, na alegria de vê-los criar suas próprias conexões, refazendo o ciclo da vida.
Mas, inevitavelmente, os encontros também ganham tons de despedida. Quando o tempo avança demais, os abraços se tornam silenciosos e as lágrimas falam por si. Os velórios, antes tão distantes, tornam-se o último lugar onde muitos de nós se reencontram. E ali, no meio das lembranças e saudades, percebemos o quanto o tempo passou rápido e o quanto poderíamos ter celebrado mais.
A vida é uma sequência de encontros e despedidas. Por isso, é preciso aproveitar cada oportunidade, rir mais, abraçar mais e dizer aos amigos o quanto eles são importantes enquanto ainda estamos nas festas, nos casamentos, nos aniversários. Porque quando o último encontro chegar, que fique a certeza de que celebramos cada instante juntos.
O tempo corre, mas o afeto vivido, esse permanece para sempre.






























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