Erechim voltou a registrar um feminicídio depois de quase três anos sem um caso com esse desfecho. O crime aconteceu na noite desta quarta-feira (7), no bairro Atlântico. A Brigada Militar foi acionada por volta das 21h40 para atender inicialmente uma ocorrência de tentativa de feminicídio. Ao chegarem à residência, na Rua Giacomo Luis Berticelli, os policiais encontraram a mulher caída no chão, com sangramento e diversas perfurações provocadas por golpes de faca. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Santa Terezinha, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Com a confirmação da morte, o caso passou a ser tratado como feminicídio consumado. O casal, segundo as informações repassadas à polícia, seria de origem venezuelana.
O suspeito fugiu da residência logo depois do ataque e entrou em uma área de mata nas proximidades. A partir das características repassadas e de imagens de uma câmera de segurança, a Brigada Militar iniciou imediatamente as buscas e montou um cerco na região. O trabalho teve participação decisiva da Força Tática do 13º Batalhão de Polícia Militar. Durante a incursão na área de mata, o homem foi localizado e recebeu voz de prisão. Conforme o registro policial, ele resistiu à abordagem e precisou ser contido pelos policiais. Aos agentes, o suspeito apresentou uma versão segundo a qual teria chegado à residência e encontrado a companheira na presença de outro homem. Ele afirmou que pegou uma faca e entrou em luta corporal com esse homem, atingindo-o, e posteriormente também desferiu golpes contra a mulher. A faca utilizada no crime não foi localizada. O homem foi levado à Delegacia de Polícia, onde foi lavrado o flagrante.
O caso ganha ainda mais repercussão porque Erechim não registrava um feminicídio consumado desde 2023. No Rio Grande do Sul, este passa a ser o 61º feminicídio registrado em 2026, conforme a sequência dos casos contabilizados no Estado. A prisão ocorreu poucos minutos depois do crime, após uma operação de buscas que envolveu diferentes equipes do 13º BPM e teve atuação destacada da Força Tática. Agora, a Polícia Civil deverá aprofundar a investigação para esclarecer toda a dinâmica do crime e as circunstâncias que antecederam o ataque.

























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